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Full Frame

Atualizado: Mar 22



Em tempos de full HD, full time, full power… um termo pode vir à mente para as pessoas envolvidas em videoprodução: full frame. Esse quadro (frame) refere-se à área onde a objetiva de uma câmera forma a imagem, mas de onde vem o “full”?

As imagens começaram a ser registradas pelas câmeras nos primeiros tempos da fotografia em placas de vidro: não existia ainda o celulóide, muito menos alguma determinação que pudesse direcionar essas experiências para algum tipo de padronização em termos de tamanho das imagens produzidas. Essa padronização surgiu mais tarde, com a popularização da fotografia e o amplo comércio de suas câmeras.


Alguns tamanhos de negativos, já na época do celulóide, haviam tornado-se padrão, quando uma nova forma de comunicação surgiu: o cinema. Um enorme consumidor de celulóide nascia: afinal, mais de uma dezena de fotos eram produzidas a cada segundo… Para viabilizar essa nova máquina consumidora de celulóide, a indústria nascente de cinematografia passou a utilizar os tradicionais negativos fotográficos em bobinas, antes de serem cortados em chapas fotográficas, mas cortados longitudinalmente. Com isso reduzia-se um pouco a quantidade de celulóide, material caro na época. E ao mesmo tempo facilitava-se a construção da parte mecânica das filmadoras e projetores.


Essa providência fez com que o cinema nascesse registrando imagens em negativos menores do que os utilizados em fotografia. Nas décadas seguintes no entanto, inúmeras experiências foram efetuadas: pode-se dizer hoje que o cinema tenha empregado mais de uma centena de tipos de formatos de imagem diferentes (tamanho da área na película onde são registradas as imagens, combinado com existência ou não e tipos de perfurações, diferentes larguras físicas da película e outros muitos fatores).


Desses, poucos permanecem em uso atualmente: os usos menos numerosos ficam com as películas especiais (como no processo IMax tradicional, não digital, por exemplo e em aplicações especiais, médicas e diversas outras) e algumas com certa representação, como o formato 16mm (denomina-se “bitola 16mm”, referindo-se à largura física da película). Mas a bitola mais dominante no mercado, presente na quase totalidade das salas de exibição mundo afora é a bitola 35mm. Criada por Thomas Edson, o espaço útil para registro de imagens passou de 1,33:1 (proporção entre largura e altura) para 1,37:1 com a chegada do cinema sonoro e necessidades de acomodação da trilha de áudio (mono na época).


A fotografia ao longo do tempo também continuou apresentando outra grande variedade de tamanhos e formatos diferentes. E, da mesma forma, existe hoje ainda o formato dominante da era pré-digital, de bitola 35mm. Trata-se da mesma película utilizada no cinema, porém, em fotografia, seu movimento na câmera é na maioria dos casos no sentido horizontal ao invés do sentido vertical presente na maioria dos equipamentos de cinema.


Com isso a área de imagem de um fotograma de cinema 35mm (sua maior área disponível, descontando pequenas variações decorrentes de espaço para som óptico, formatos em diferentes aspectos, etc..) é visivelmente menor do que a disponível para uma câmera fotográfica que utilize este tipo de filme.


Quando surgiram os sensores CCD e CMOS para o registro de imagens, esta área era (e ainda é, na maioria dos equipamentos) muito menor ainda do que a do fotograma 35mm still, em parte devido a custos de fabricação desses sensores e em parte por motivos técnicos diversos que tornam impraticável câmeras a um preço acessível com sensores de tamanho maior.


O que se viu a seguir foram anos com uma nítida separação em termos dessa área de formação da imagem: fotografia em primeiro lugar, depois o cinema e a seguir, bem distanciadas, as áreas dos sensores de vídeo.


Para os fotógrafos still e de cinema o tamanho dessa área liga-se diretamente a um efeito estético prezado pela maioria deles: o controle da profundidade de campo. Mais especificamente, a facilidade em obter-se imagens com pouca profundidade de campo, destacando a dramaticidade do rosto dos atores em um fundo desfocado, no cinema, ou as cores fortes de uma flor com o verde desfocado da folhagem ao fundo, na fotografia still.


Quando a fotografia digital surgiu, de certa forma aproveitou-se os mesmos sensores existentes nas câmeras de vídeo; a partir de certo tempo, no entanto, o tamanho desses sensores foi crescendo nessas câmeras. Em vídeo no segmento profissional, restrito ao âmbito dos grandes estúdios, surgiu o cinema digital e câmeras que possuíam sensores bem maiores.


Para o segmento semi-profissional e mesmo profissional de vídeo surgiram então alternativas empregando adaptações externas às mesmas câmeras já empregadas, com seus sensores tradicionais, em tamanho pequeno. Uma delas foi o uso de adaptadores de lentes 35mm, fazendo com que a câmera registre a imagem projetada em um vidro fosco por uma objetiva destinada a formar imagens em áreas grandes, normalmente uma objetiva da área de cinema ou fotografia (captando assim a “imagem da imagem”).


Do lado das câmeras fotográficas aconteceu processo semelhante, não em busca de características de profundidade de campo mas sim decorrentes da substituição película – sensor eletrônico. Com o tempo surgiram modelos com sensores bem maiores do que os tradicionais, como os denominados APC-C por exemplo e ainda de tamanho maior, equivalente à mesma área do fotograma 35mm utilizado com as películas.


O emprego desses sensores de mesmo tamanho que a película tradicional abriu para essas câmeras fotográficas a possibilidade do uso das mesmas objetivas. Isso aconteceu especialmente em câmeras denominadas DSLRs (Digital Single Lens Reflex), que já utilizavam na época sensores de tamanho menor que o das câmeras de vídeo.


Quando essas câmeras passaram a oferecer como alternativa a gravação de pequenos segmentos de vídeo (do mesmo modo que existem câmeras de vídeo que também ofereciam a opção de fotos), atraíram a atenção dos usuários de equipamentos de vídeo em busca da pouca profundidade de campo obtida com facilidade com esses sensores e das lentes disponíveis em grande quantidade no mercado.


Para diferenciar os dois grupos de sensores em câmeras fotográficas, passou-se a utilizar o termo “full frame” para indicar os que possuíam equivalência com o antigo fotograma 35mm. Como vimos, a área registrada nesse caso é maior do que a maior área utilizada em cinema (que possui diversas variações dentro do mesmo formato 35mm, algumas com janelas mais largas, outras com janelas mais estreitas, mas todas menores, em área total, do que a área do fotograma still). No entanto este fato nunca acarreta problemas pois a imagem será reduzida em proporções gerais e cortada (“crop”) na janela adequada do vídeo para a qual se destina, ou seja, parte-se de um original com maior resolução do que o necessário.


A área útil dentro de um fotograma still de 35mm é 24 x 36mm, sendo 24mm sua largura, menor do que a largura da película (35mm) devido ao espaço ocupado com as perfurações e 36mm sua largura. Câmeras cujo sensor possui este tamanho são ditas câmeras com sensor full frame. Existem algumas pequenas variações, devido a restrições e características técnicas de diferentes fabricantes, onde sensores com tamanho bem próximo (ex. 23,9 x 36mm) a este também são classificados como “full frame”.


A tecnologia CMOS foi quem possibilitou a construção de sensores maiores com quantidade muito grande de pixels, algo de difícil construção com a tecnologia CCD.

Além da menor profundidade de campo poder ser obtida com maior facilidade, sensores maiores trazem ainda outras características que os diferenciam dos menores, como a menor taxa de ruído na imagem, a maior sensibilidade e uma extensão de latitude maior, derivadas do fato de nesses sensores os pixels possuírem tamanho maior. Uma analogia que pode ser feita é com os grãos de cristais de prata na película fotográfica, em termos de sensibilidade: quanto menores, menos luz, o que gera imagens com mais ruído produzidas por filmes de maior sensibilidade. No caso do sensor esta relação não aplica-se diretamente no caso do ruído, pois o que muda é o tamanho do sensor, contendo pixels maiores mas em maior quantidade. No caso da película os grãos são maiores mas em menor quantidade – a área do fotograma é sempre a mesma.


Na área de vídeo, câmeras para cinema digital também possuem sensores com tamanho equivalente ao formato 35mm. Por outro lado, tem-se as DSLRs, que permitem criar imagens com a mesma estética, mas a um custo bem menor. Apesar de não poderem ser comparadas com as de cinema digital em diversos aspectos técnicos, tem atualmente seu nicho garantido em diversos trabalhos, entre os quais os do mercado publicitário, justamente por seu custo x benefício altamente vantajoso nesses trabalhos.


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