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Usando estabilizadores de câmeras

Atualizado: Mar 22



Até algumas poucas décadas atrás, estabilizadores de câmera era sinônimo de equipamentos sofisticados, fixados em vestes elaboradas de seus operadores, com braços, molas, cabos, monitores, que podiam ser vistos em cenas de making-off de produções de cinema ou em grandes transmissões de eventos esportivos, geralmente deslocando-se através do campo ou do local onde jogadores e atletas estavam.


Esses equipamentos sofisticados continuam existindo, desde que o inventor Garrett Brown criou seu “Brown’s Stabilizer” no início dos anos 70, invenção que acabou sendo adquirida pela empresa Cinema Products Corporation, que a batizou com o nome “Steadicam”. Com ele, ainda naquela década de 70 Stanley Kubrick filmou parte de seu trabalho The Shining. E dali para frente o Steadicam tornaria-se bastante frequente na maioria das produções cinematográficas.


O estabilizador utilizado em cinema passou a ser comercializado por outras empresas concorrentes e nas décadas recentes começaram a surgir equipamentos com menor custo, menores e mais simples, produzindo resultado bastante próximo do equipamento original, grande. Na verdade, logo a seguir a qualidade do resultado com esses estabilizadores menores tornou-se mesmo excelente e surgiu um conceito bem estabelecido: câmeras profissionais são normalmente grandes, pesadas e repletas de recursos de monitoração o que exige também um equipamento de estabilização grande e sofisticado para permitir movimentar com facilidade todos os acessórios conectados a ela, sem mencionar a transmissão remota de imagem para monitoramento, a recepção de comandos remotos para foco e outros ajustes, etc.


Já produções menores usam equipamentos de captação também menores, com outra filosofia de trabalho, menos requisitos de monitoração em tempo real e equipes bem menores, chegando ao conceito de apenas um operador comandando a captação completamente. Nessa outra ponta da escala de uso de estabilizadores, encontra-se o próprio público dos cinemas, que hoje tem à mão câmeras minúsculas lançadas em um segmento anos atrás, liderado pela GoPro e também celulares. Assim, pequenos estabilizadores, podendo ter formatos mínimos como uma simples haste acrescida ou não de alguns contra-pesos, são hoje muito utilizados por bloggers produtores de conteúdo em vídeo.


Com isso, visualizando de maneira geral esse mercado, especialmente no segmento de pequenos usuários e produtoras independentes, percebe-se a existência de uma quantidade grande de marcas e tipos de estabilizadores.


Assim, escolha do equipamento a ser locado (opção muito usada por pequenas produtoras) ou adquirido passa por algum tipo de pesquisa e estudo que não envolve simplesmente a questão do preço e sim, do uso que se vai fazer dele. Mais do que isso, também do tipo de câmera que será utilizada e de maneira geral, do trabalho específico que será feito. Vale consultar experiências de quem já usou, prós e contras e ainda, contar com o período necessário de treinamento.


Além do treinamento no uso do estabilizador com a câmera acoplada, quem vai operar o equipamento deve estar preparado para um período que antecede e que sucede esse uso. Principalmente antes de iniciar a gravação, o tempo de setup (ajustes) deve ser considerado, ainda mais se for a primeira vez com o estabilizador e/ou com determinada câmera acoplada a ele. Isso porque cada câmera possui um peso, um formato e uma distribuição particular de massa (parte mais pesada, mais leve), pode usar diferentes tipos de lentes (com diferentes pesos) e o processo todo baseia-se em equilíbrio, para nivelar o enquadramento e inércia do conjunto (para manter esse enquadramento).


A menos que a produção conte com um operador já bastante experimentado no tipo de equipamento de estabilização, quando se inicia ‘do zero’ logo percebe-se que não é fácil conseguir rapidamente e destreza e suavidade nos movimentos na imagem sem passar por um bom tempo de tentativas e correções, que via de regra irá exigir bastante paciência, aplicação o capacidade de observação no que deu certo e no que deu errado nos ajustes muitas vezes milimétricos de alguns modelos de estabilizadores.


É o que acontece nas grandes produções, onde o operador de steadicam é bastante valorizado no mercado, geralmente alguém que dedicou muitas horas no treinamento de operação do equipamento. Existem cursos de formação de operadores, o que não quer dizer necessariamente que ao seu término estejam aptos para produzir excelentes imagens sem passar por um bom período de prática e estudos.


Evidentemente que quanto mais simples for o equipamento mais fácil será sua operação, mas mesmo assim, não é possível na quase totalidade dos casos receber o aparelho, instalar a câmera nele e estar pronto para gravar. É uma alternativa de estética que exige investimento em termos de tempo e diversas experiências.


No entanto, traz o outro lado, o resultado estético obtido (quando o roteiro exige esse tipo de cena e movimentação) não tem preço e traz o retorno das horas e investimento feito. A conclusão é que vale muito a pena investir na aquisição de um equipamento estabilizador de câmera se a produção busca por esse tipo de cena – o que é bastante comum atualmente, numa variedade muito grande de propostas, desde a gravação de um episódio inteiro ou de somente algumas cenas dele. E ainda, para o usuário que busca somente a publicação de seus vídeos na internet, em muitos casos irá valorizar e agregar qualidade profissional aos trabalhos exibidos.


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