Tudo sobre o mundo de vídeo-produção

Filtrando cores e tons

Quem toma contato com alguém ligado ao mundo da fotografia e passa a participar de seu dia a dia, logo tomará contato também com algumas técnicas e acessórios utilizados por esta pessoa. Observando mais atentamente, entre objetos como tripés, alguns tipos diferentes de objetivas, equipamentos de flash, cabos, estojos protetores e cartões de memória – para não falar dos quase extintos, mas ainda resistentes rolos de filmes – poderão ser vistos pequenos estojos circulares de acrílico. Dentro desses estojos estão eles, os filtros. Para que servem?

Para muitas coisas relacionadas à manipulação das imagens capturadas pela câmera, ou seja, em outras palavras, para modificar o aspecto visual dessas imagens. Essa modificação visa sempre um efeito estético, que pode ser uma correção, quando se sabe de antemão que haverá algo indesejado na foto ou então uma alteração proposital em busca de algum resultado visual interessante.

Assim, os filtros podem ser divididos em dois grandes grupos, os chamados filtros de efeitos e os chamados filtros de correção. Todo mundo já viu alguma foto onde algumas luzes intensas tem o formato de uma estrela: esse efeito é produzido por um filtro especial, denominado star (estrela), colocado na frente da objetiva. Existem algumas variações, produzindo estrelas com determinado número de pontas, 4 pontas, 5 pontas, etc… É um exemplo de filtro de efeito.

Por outro lado, uma foto feita em uma sala iluminada por luzes comuns, incandescentes, pode aparentar aspecto normal quando vista pelas pessoas e ter sido capturada com um filtro de correção colocado sobre a objetiva, no caso, um filtro com tonalidade azulada denominado CTB (Color Temperature Blue). Existem variações de intensidade da tonalidade azul, representada através de números como 85B por exemplo.

Esses filtros são normalmente pedaços de vidro tratados com películas coloridas ou com películas especiais (para efeitos por exemplo), inseridas entre duas placas de vidro, formando um “sanduíche”, ou então (mais raramente) simplesmente coladas do lado de fora, em uma das superfícies. Podemos ainda observar que seu o formato pode ser, além de circular, também retangular. Os circulares possuem roscas e são dessa forma afixados na extremidade da objetiva, sendo vendidos em diferentes diâmetros, pois existem objetivas com diferentes especificações de tamanho, sempre medidas em milímetros. Os retangulares são encaixados em um box contendo trilhos em forma de um “U”. Este box por sua vez é afixado na extremidade da objetiva. Essa forma de encaixe permite a troca mais rápida do que no formato rosqueado, exigência muitas vezes presente na vida profissional, dependendo, claro, da situação e momento em que o trabalho é feito: o encaixe em “U” geralmente é utilizado em estúdios.

Nas câmeras de cinema e nas de vídeo profissionais existem as mesmas possibilidades descritas acima. O aparato que recebe os filtros retangulares é denominado matte box e é comum vê-lo instalado entre um parassol metálico e um mecanismo de ajuste manual de foco com manivela (follow focus).

A maioria dos filtros, por ter a camada de retenção de luz inserida dentro de duas placas de vidro, pode ser limpa facilmente com água e detergente (consulte o manual do fabricante). Essa facilidade, aliada a um tipo de filtro que não altera nada na imagem (denominado clear) ou altera eliminando raios ultravioleta invisíveis ao olho humano porém visíveis à película fotográfica ou ao sensor analógico CCD ou CMOS (denominado UV – Ultra Violet) leva a uma prática e econômica solução para proteger a objetiva da câmera. Esta sim, geralmente possui camadas de proteção ou tratamentos sofisticados efetuados diretamente em sua delicada superfície e se riscada ou danificada representa alto custo para reposição.

Pode-se argumentar que no mundo atual, com a facilidade dos computadores, seriam dispensáveis estes tipos de filtros de vidro: bastaria realizar o mesmo efeito com o software de edição – a maioria deles possui uma gama extensa dos mesmos. De fato, isso até certo ponto é verdade, mas também é verdade que nada consegue substituir em determinados casos a pureza do efeito quando realizado diretamente no momento da captura. Uma coisa é a imagem provir das lentes já com filtragem de determinado tipo de cor, outra coisa é essa filtragem ser realizada posteriormente. A diferença está no tratamento dado pela câmera e pelos processos subsequentes de manipulação de imagem feita no sinal analógico e a seguir no sinal digital, após a passagem por diversos circuitos, entre eles o DSP (Digital Signal Processing).

Depois que a luz atravessou as lentes, seu percurso irá até a superfície do filme ou então do sensor CCD / CMOS. Aqui neste ponto, ainda dentro da câmera, podemos ter uma segunda etapa de filtragem. No caso da película fotográfica ou cinematográfica, temos os filmes que já vem de fábrica balanceados para determinado tipo de luz. Um filme projetado para ser usado em luz incandescente (provável situação dentro de um casa típica), não apresentará a tonalidade desviada para o laranja típica dessa iluminação (correção). O mesmo filme, se utilizado do lado de fora, ao meio dia, situação onde predomina a tonalidade azulada, apresentará uma tonalidade azulada exagerada nas imagens (efeito). Ou seja, estamos utilizando o mesmo filme para correção ou para efeito, em uma ou em outra situação.

Indo para o mundo digital, o mesmo pode ser observado: quase todas as câmeras possuem ajustes para correção de tonalidade em seus menus (quem nunca teve contato com indicações do tipo “fluorescent”, “interiors”, etc…?). Nas câmeras do segmento semi-profissional e profissional, essas opções podem tornar-se bem mais específicas e sutis: são ajustes como gammachroma levelmatrixknee e outros. No topo de linha do registro de imagens em vídeo estão câmeras muito sofisticadas (e caras…) utilizadas em grandes produções e estúdios como Hollywood. Aqui dois tipos de controle de captura podem ser encontrados: câmeras com dezenas e dezenas de páginas em seus manuais dedicadas somente a explicar opções diversas de ajuste de imagem e câmeras com somente 1 ou 2 páginas dedicadas a este tópico.

Neste último caso, todo o tratamento de ajuste e correção de imagem é feito na pós produção, em um sistema de captura denominado filmstream: o sensor da câmera comporta-se como se fosse um negativo, no caso, um “negativo digital”. E, da mesma forma que este em sua versão química (o filme), sua imagem não tem utilidade enquanto não passar por um processo de tratamento digital na pós produção (a grosso modo, equivalente ao processo de revelação do filme). Uma saída de sinal alterado é utilizada na câmera para que tanto operador como diretor de fotografia possam ter idéia do resultado futuro. Muitas vezes em um trabalho conjunto com as equipes de pós produção, arquivos contendo as especificações do look desejado para o filme são montados e levados para o set de filmagem. Lá, carregados na câmera, irão fazer com que esse sinal alterado acima descrito tome forma próxima do que será o filme definitivo.

Tanto neste caso como no das câmeras com ajustes completos de menu, estamos falando da terceira etapa de filtragem, a pós produção, se entendermos manipulação de imagem também como uma forma de aplicação de filtros. O mesmo acontece no cinema tradicional: antigamente em processos puramente químicos, hoje em dia em processos também digitais.

Mas, voltando ao nosso amigo fotógrafo e suas caixinhas arredondadas de filtros, podemos pensar: quais filtros seriam interessantes para o trabalho com vídeo, focando agora o segmento consumidor ou hobbysta? Apesar do leque disponível de filtros ser razoável, com tantas variedades e formas de se alterar a imagem, o que é usual para a fotografia também serve para o vídeo: seu uso, salvo algumas exceções ligadas a algum look especial desejado pelo usuário, deve-se restringir ao mínimo. O mais básico deles é o que protege a objetiva, do qual já falamos. Fora esse, talvez um filtro denominado polarizador e um ou outro mais específico, a gosto do usuário, destinado a algum efeito – observar no entanto que seu uso deve ser muito esporádico, por ser muito específico, caso do filtro estrela por exemplo. Ou do utilizado para ressaltar um pôr-do-Sol: dividido ao meio, sua base deve ser alinhada com a linha do horizonte. Quanto às correções, é muito mais prático efetuá-las na própria câmera, principalmente através do procedimento de ajuste do branco.

O filtro polarizador acima citado tem seu uso principal na redução de reflexos causados por superfícies muito reflexivas, como a lataria polida de um carro ou seu vidro. Tornar visível o que está atrás de um vidro retirando seus reflexos é sua maior utilidade. Como efeito secundário, permite realçar cores, como tornar o azul do céu mais intenso. Este tipo de filtro produz seu efeito ao ser girado para um lado ou para outro; é preciso experimentar sobre cada enquadramento e sobre cada reflexo até conseguir retirá-los gradativamente com o ângulo de giro. Por isso é normalmente vendido montado em um encaixe giratório sobre um outro filtro, este neutro e rosqueável e fixo na objetiva. E também por exigir o giro manual muitas vezes dificulta a instalação de acessórios como parassóis à frente dele.

Em videoprodução, praticamente em todas as situações, exceto aplicações específicas que exijam determinado aspecto visual (é comum o uso de filtros especiais em câmeras utilizadas em novelas por exemplo), não utiliza-se filtro algum, exceto o protetor da objetiva (que muitos também esquecem ou não usam).

Com exceção de algumas capturas jornalísticas, no trabalho cuidadoso com roteiros e direção de fotografia, o segredo é conhecer e saber manipular muito bem os ajustes de imagem da própria câmera. Embora uma parte ficará por conta da pós produção, muitas situações resultado de erros na captura não podem ser ajustadas ou corrigidas com sucesso nessa fase.

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