Por Daniela Braun , editora executiva do IDG Now!
São Paulo - Há 10 anos sem atualização, HTML evolui e abre caminho para browsers auto-suficientes com avanços em multimídia e aplicações offline.
Quebrar as barreiras de compatibilidade na exibição de vídeos via internet, aprimorar o uso offline de aplicações web e exibir gráficos interativos com facilidade no browser estão entre os avanços permitidos pela evolução de uma linguagem que ficou uma década sem atualização, o HTML 5.
A quinta versão da linguagem de desenvolvimento HyperText Markup Language
(HTML), responsável por organizar e formatar as primeiras páginas que visitamos
na internet, é a grande aposta de empresas como Google, Mozilla, Apple e Opera
para levar as aplicações à web. A versão final mais recente da linguagem é o
HTML 4.0.1, aprovado em 1999.
"Por isso o frisson em relação ao HTML 5. A linguagem ficou muito tempo
sem evoluir e as pessoas adotaram maneiras alternativas de resolver os
problemas de programação na web", afirma o professor do departamento de
Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da
Universidade de São Paulo (USP), Marco Aurélio Gerosa.
A evolução do HTML influi na forma como os navegadores fazem a leitura dos
códigos de programação e montam as páginas web para o internauta.
Os bastidores de um site
Veja o que acontece nos bastidores do seu desktop quando você digita no seu navegador o endereço de um site:
1 - O browser envia um pedido da página que você deseja ver para um outro computador - que também está na internet - que tem essa página hospedada / armazenada;
2 - O computador / servidor que tem a página armazenada devolve para seu micro um arquivo escrito em uma linguagem que o navegador entenda, que é o HTML;
3 - O navegador recebe esse HTML e "traduz" todo o código para um formato que você consiga entender. Pronto, a página está montada na sua frente. O nome deste processo em que o browser recebe o HTML e monta a página é renderização.
Apesar de o HTML não ter mudado desde 1999, já passamos por uma boa e recente transformação na forma como escrevemos páginas Web, conta Rodrigo Leme, coordenador de projetos web da agência Espiral Interativa. "Há aproximadamente quatro anos, praticamente todos os sites eram 'diagramados' com a utilização do recurso de tabelas do HTML. Com a demanda por páginas mais leves, mais rápidas e com mais recursos, passamos a usar apenas a linguagem Cascading Style Sheet (CSS) para cuidar da parte visual de um site, deixando assim o HTML apenas com o conteúdo estruturado", explica.
Fonte:Indgnow