O que a Apple descreve como "um dispositivo mágico" é desvendado pela ciência; saiba como funcionam as principais tecnologias do novo tablet
Como o iPhone, o novo tablet da Apple é um potente equipamento tecnológico, com tela multitoque e sensores como o acelerômetro, que detecta o movimento e a inclinação do tablet e até mesmo o ato de sacudir o aparelho. Sua tela usa uma tecnologia que permite visualizar conteúdos sem distorção de imagem quando visto em ângulos extremos, e sua bateria de longa supera 10 horas, mesmo na execução de vídeos. E o que está por trás de seus recursos?
Desempenho para aplicativos
A maioria das pessoas que testaram iPad notaram uma velocidade impressionante na resposta de seus comandos. No coração do iPad está um processador A4 de 1 GHz, desenvolvido pela própria Apple. Seu design personalizado foi feito para aumentar a vida útil da bateria. "Esse processador integra um núcleo ARM, aceleradora gráfica e módulos de memória DRAM em um único encapsulamento", explica o analista do Gartner, Martin Reynolds.
Como o iPad não realiza multitarefa (o que significa que não é possível rodar vários aplicativos de terceiros ao mesmo tempo), o novo design de "sistema em um chip" é uma escolha ideal. O A4 se comporta mais como um trem de alta velocidade em uma pista única, que como um carro, que pode ser usado no trânsito da cidade e em um rodovia. Ele não foi desenvolvido para gerenciar de forma inteligente multiplos aplicativos e cargas de memória, mas a velocidade necessária para uma única tarefa.
De acordo com Reynolds, a maioria do processamento de dados é feito em um espaço fisicamente pequeno, o que reduz o consumo de energia e aumenta o desempenho. "Os caminhos curtos e os periféricos integrados compensam o desempenho do processador ARM. Junte isso com um software otimizado da Apple e você sente a rápida resposta do aparelho", diz.
O analista também explica que as baterias do equipamento, que são relativamente grandes, são capazes de dissipar melhor o calor do que bateri